O Brasil, enfim, começa a se livrar do amianto

O amianto é um cancerígeno conhecido, proibido em 55 países.


Telhas Eternit: desembarcando do amianto e dos problemas | Foto: Eternit

O Supremo Tribunal Federal proibiu ontem o uso do amianto do tipo crisotila, usado na fabricação de telhas e caixas d’água, em todo o país.


Com a decisão, tomada por 7 votos a 2, não poderá ocorrer a extração, a industrialização e a comercialização do produto em nenhum estado. A partir de quando? A questão ainda está em aberto.


Um dia antes, a Eternit, um dos principais fabricantes de telhas do país, havia anunciado que iria tirar o amianto crisotila de suas telhas de fibrocimento até dezembro do ano que vem. A intenção foi comunicada à Bovespa.


Atualmente, três fábricas da Eternit produzem telhas com 60% de fibra sintética e 40% de amianto crisotila.


O amianto é um conhecido cancerígeno, proibido em 55 países, da Bélgica ao Uruguai, passando pela Coreia do Sul e Qatar.


Desde os anos 70 sofre restrições em várias partes do mundo, por poluir ou fazer mal à saúde. No entanto, ainda pode ser encontrado em muitos produtos de uso diário. O material já é proibido em alguns estados brasileiros.


Fibras de amianto são inaladas e levadas para o pulmão, onde podem causar asbestose, ou seja, a formação de cicatrizes, que reduzem a capacidade respiratória.


Além disso, se inaladas a longo prazo, as fibras de amianto podem dar origem a câncer do pulmão e também a mesotelioma, um tipo peculiar de câncer do pulmão muito agressivo, que costuma ficar latente por 30 ou 40 anos.


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