• Sandra Carvalho

O arroz esconde um risco tóxico: o arsênio

Um novo estudo britânico liga dietas à base de arroz a mortes prematuras.


Arroz: como base da dieta, risco 6% maior de doenças cardiovasculares | Foto: cc0 Annie Spratt/Unsplash

O arroz é o alimento básico de aproximadamente 3 bilhões de pessoas ao redor do mundo. Como costuma ter arsênio inorgânico, que é muito tóxico, pode levar a mais de 50 mil mortes prematuras evitáveis por ano.


Quem faz essa estimativa são cientistas das universidades inglesas de Manchester e Salford. Eles estudaram os efeitos à exposição prolongada de baixos níveis de arsênio, e encontraram uma ligação entre o arsênio e doenças cardiovasculares.


O arsênio é um metal encontrado naturalmente na natureza, mais conhecido pelo poderoso veneno arsênico, feito de um de seus compostos. É usado como conservante de madeira e couro e também em inseticidas e herbicidas.


O arsênio orgânico se encontra em plantas e animais. O inorgânico (iAS), mais tóxico, na água, no solo e em rochas. Como o arroz é cultivado em campos alagados, acaba absorvendo demais o arsênio inorgânico da água e do solo.


Os pesquisadores estudaram os hábitos alimentares na Inglaterra e no País de Gales, e chegaram à conclusão que os 25% da população que consomem mais arroz podem ter um risco 6% maior de morte por doença cardiovascular devido à exposição ao arsênio do que os 25% que menos consomem arroz.


Os cientistas não aconselharam ninguém a cortar o arroz de sua dieta, mas sugeriram variar os tipos de arroz. Entre as sugestões, o basmati e o arroz polido, que têm menos arsênio que os grãos integrais.


Eles também estimularam a diversificação das dietas, sem concentração única no arroz como alimento básico. O estudo foi publicado no jornal Science of the Total Environment.


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