• Sandra Carvalho

O lado avesso da oxitocina, o hormônio do amor

A oxitocina também pode gerar agressividade, dizem cientistas israelenses.


Agressividade: um dos comportamentos estimulados | Foto: cc0 Andre Hunter/Unsplash

Conhecida como hormônio do amor, a oxitocina pode aproximar corações mas também afastar as pessoas, provocando reações agressivas. É isso que afirma um novo estudo de oito anos de duração sobre esse hormônio intrigante.


Cientistas do Instituto Weizmann de Ciência, de Israel, e do Instituto Max Planck de Psiquiatria, da Alemanha, fizeram experiências com a oxitocina em ratos num ambiente diferente dos padrões comuns dos laboratórios, que são bem artificiais.


Eles simularam um ambiente mais próximo das condições de vida naturais dos ratos, para aproximar a experiência da realidade. A ideia era simular um meio mais complexo para entender comportamentos mais complexos.


Depois, os cientistas usaram optogenética para ligar e desligar certos neurônios do cérebros dos animais com luz, aumentando e diminuindo os níveis de oxitocina.


Nas experiências feitas nessas condições, a oxitocina produziu resultados bem diferentes do que normalmente se espera. Inicialmente os ratos demonstram interesse uns pelos outros, mas logo se viu um aumento do comportamento agressivo.


Segundo a pesquisa, o hormônio pode amplificar tanto a cooperação quanto a confrontação, tanto a afabilidade quanto a agressão. O estudo foi publicado no jornal Neuron.


Veja mais: Instinto materno é mito? Para a ciência, talvez não


#Amor #Agressividade #Bioquímica #Cerebro #Hormônios #InstitutoMaxPlanck #Neurociência #Optogenética #Oxitocina #Weizmann