• Sandra Carvalho

O que fazer para ganhar um Nobel? Nascer nos Estados Unidos é uma boa

Os americanos ganharam três vezes mais prêmios que qualquer outra nacionalidade.


Museu do prêmio Nobel, na Suécia: americanos são a maioria   | Foto: cc 3.0  Holger Ellgard/Wikimedia Commons

Os Estados Unidos estão muito à frente de qualquer outro país na hora de contar os prêmios Nobel - empilharam três vezes mais prêmios que o segundo colocado, o Reino Unido.


A lista não inclui os cientistas que nasceram em outros países e adotaram depois a nacionalidade americana.



O ranking oficial do prêmio Nobel é peculiar, feito pelos países de nascimento... na época do nascimento. Explica-se: se um russo nasceu na União Soviética e ganhou um Nobel, esse Nobel vai contar para a União Soviética, não para a Rússia.


Se contasse, a Rússia, em vez dos seus 17 prêmios Nobel, teria 21 (ganhos por pessoas que nasceram no que é hoje território russo, mas na que na época de seu nascimento pertencia à União Soviética).


Considerados outros estados, a soma total de Nobel da Rússia chegaria a 26, porque além dos prêmios da União Soviética, há outros de pessoas que nasceram em solo russo atual, mas numa época em que pertencia a outros estados (dois da Alemanha, dois do Império Russo e um da Prússia).


A Alemanha, que tem 62 Nobel no ranking oficial, teria 84, considerados todos os prêmios de pessoas que nasceram no que é hoje território alemão. Só da Prússia há sete prêmios. Da Alemanha Ocidental, outros cinco.


Este ranking considera todos os prêmios Nobel distribuídos até hoje, 3 de outubro, inclusive os de Fisiologia ou Medicina e Física deste ano, que já foram divulgados.


Em tempo: o Brasil só ganhou até hoje um Nobel, de Fisiologia ou Medicina, que foi para Peter Medawar, biólogo britânico de Oxford, nascido em Petrópolis. O prêmio destacou seu trabalho sobre tolerância imunológica adquirida.


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