• Sandra Carvalho

O que o Brasil tem a ver com Egito ou Costa do Marfim? O nível de corrupção

O Brasil fica em posição intermediária na lista da corrupção da Transparência Internacional.


Brasil, Costa do Marfim e Egito: corrupção | Fotos: cc0 Davi Costa, Eva Blue e Spencer Davis/Unsplash

O Brasil pode ser muito diferente do Egito, da Costa do Marfim, do Peru e da Armênia. Mas tem uma coisa em comum com eles: todos amargam a nada edificante 105ª posição no ranking de corrupção de 2018 da Transparência Internacional.

Nessa lista, o Brasil ficou com o índice 35, abaixo da média geral de 43 e abaixo também dos seus 37 de 2017 e dos 40 de 2016. A curva foi para baixo, apesar da Lava Jato. A Transparência Internacional avaliou 180 países.

Os 6 países mais "limpos", para usar o termo da Transparência, ficam todos bem longe daqui. A Europa cravou 4 entre os 6: a Dinamarca, primeira colocada, com índice 88, a Finlândia, terceira, a Suécia, quinta, e a Suíça, sexta, todas com índice 85.

Em segundo lugar ficou a Nova Zelândia, da Oceania (índice 87), um país que ultimamente virou modelo de nação que faz tudo certo. Em quarto lugar entrou Cingapura, no sudoeste da Ásia, habitual frequentadora de listas de países mais livres de corrupção (índice 85).

No fim do ranking, nas 5 piores posições, ficaram quatro países em guerra (Somália, com índice 10, seguida de Síria e Sudão do Sul (13) e Iêmen (14). A Coreia do Norte completa o quinteto, com o mesmo índice do Iêmen, 14.

Para a Transparência Internacional, há uma relação direta entre mais democracia e menos corrupção. Tanto é assim que a Europa Ocidental e a União Europeia, onde os fundamentos democráticos são muito mais fortes, ficaram com índice 66 no ranking. Na África subsaariana, onde as ditaduras abundam, o índice foi de 32.

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