• Sandra Carvalho

Obesidade começa com cérebro sem noção da hora de parar de comer

Em seguida, muda o perfil das bactérias da flora intestinal dos obesos.



A morte de um grupo de neurônios no sistema cerebral de controle da fome está na origem da obesidade. Essa é a conclusão de cientistas da Unicamp que estudam o problema.


Eles estudaram dois fatores importantes da obesidade. Um fator é a flora intestinal dos obesos, que tem microorganismos que absorvem mais os nutrientes dos alimentos do que a flora das pessoas magras.


O outro fator são os neurônios do hipotálamo, sensores que avisam para as pessoas que elas já comeram o suficiente para armazenar a energia necessária.


Se esses neurônios morrem, as pessoas sentem necessidade crescente de comer gordura e açúcar, e seu metabolismo fica mais lento.


Uma equipe de pesquisadores coordenados por Licio Augusto Velloso, da Unicamp, concluiu que as mudanças do hipotálamo acontecem antes da alteração da flora intestinal dos obesos.


Os danos no cérebro acontecem ainda antes de a pessoa engordar, e podem ser revertidos com uma dieta equilibrada. Mas se o consumo de muita gordura e açúcar persistir por muito tempo, a obesidade fica mais difícil de combater.


O trabalho dos pesquisadores da Unicamp do Centro de Pesquisa em Obesidade e Comorbidades (OCRC) foi abordado em detalhes num texto de Karina Toledo da agência Fapesp.


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