• Sandra Carvalho

Óleo de coco, a gordura que salva? Tá difícil...

A crença nos superpoderes do óleo está irritando os médicos. E a gordura saturada?


Óleo de coco: mito da alimentação saudável | Foto: cc0 Dana Tentis/Pixabay

O óleo de coco é o fenômeno do momento no mercado de alimentação saudável. Só para ficar no que é essencial, ele ajudaria a emagrecer, combateria micróbios e poderia até dar uma mãozinha contra a doença de Alzheimer.


Nas prateleiras, marcas conhecidas e novatas de óleo de coco se multiplicam em frascos de 200 ml que custam a partir de 12 reais e podem chegar a 40.


Virou mania, como se os apregoados poderes do óleo de coco fossem coisa garantida. O fato de ele ter 92% de gordura saturada, como lembrou o Washington Post recentemente, não parece preocupar tanto no momento.


Vários médicos brasileiros se irritaram com a crença nos superpoderes do óleo de coco. Três entidades profissionais, a Associação Brasileira de Nutrologia (Abran), a Sociedade Brasileira de Endocrinologia e Metabologia (SBEM) e a Associação Brasileira para o Estudo da Obesidade e da Síndrome Metabólica (Abeso) resolveram botar os pingos nos is.


Veja, neste infográfico, o que elas disseram. Ah, e se você ouviu que apesar de não ter nenhum poder miraculoso, o óleo de coco é mais saudável que todos os outros para frituras, veja os números.


Para frituras, o importante é não chegar ao ponto da fumaça, que faz mal à saúde. O óleo de coco atinge esse ponto a 177 graus, bem antes que o óleo de soja (234 graus) óleo de canola (220 graus) e óleo de girassol (209 graus), segundo dados da Folha de S. Paulo.


Resumo da ópera: o óleo de coco pode ter um gosto ótimo, não fará mal em doses moderadas, mas está longe de ser um remédio contra qualquer doença.