• Sandra Carvalho

Ortosonia, a obsessão pelo sono perfeito

Cronometrar o sono compulsivamente não garante uma noite bem dormida. Ao contrário.


A fixação em monitorar o tempo e os estágios do sono é contraprodutiva | Foto: cc0 Alexandra Gorn/Unsplash

Numa época em que se mede tudo, por que não esquadrinhar o sono? Monitorar as noites nos mínimos detalhes ficou fácil com apps de celulares, pulseiras esportivas e relógios inteligentes.


Anotar as horas de sono é só o começo da história. Um monitoramento básico pode estimar o tempo de sono leve, sono profundo, sono REM (do inglês Rapid Eyes Movement), em que há relaxamento muscular completo e os sonhos acontecem.


Para quem vive rotinas em que falta tempo para dormir as 8 horas ideais, analisar o sono com os dados dos apps e gadgets é perfeitamente normal.


Ficar obcecado com os resultados e desenvolver uma fixação por melhorar a performance do sono é outra coisa. É um stress adicional, que pode até fazer o sono piorar.


O nome do problema é ortosonia, como determinaram cientistas de Chicago, das escolas de Medicina da Universidade Rush e da Northwestern, em 2017.


Eles batizaram essa obsessão com sono perfeito de ortosonia por ser aparentada com outra busca perfeccionista, a de comer só comida saudável, conhecida por ortorexia.


Em tempo: apps e gadgets oferecem estimativas aproximadas das horas de sono, mas não têm a acuidade de equipamentos médicos muito mais precisos.


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