• Sandra Carvalho

Os estragos da pandemia na mente e corpo dos paulistas

O impacto é marcante mesmo para quem não pegou o novo coronavírus.


Pandemia: dura para todos | Foto: cc Roberto Parizotti/Fotos Públicas

A pandemia de coronavírus abalou muito os paulistas jovens, na faixa dos 18 aos 29 anos: 69,5 % ficam ansiosos ou nervosos frequentemente, e 53,5% sentem tristeza ou depressão.


Os dados são de uma pesquisa da Unicamp, UFMG e Fiocruz com 11.863 pessoas. Elas responderam a um questionário online entre 24 de abril e 8 de maio.


As mulheres também foram bastante impactadas pela pandemia. A maioria (61%) se disse ansiosa ou nervosa com frequência, e metade ( 49,8%) apontou tristeza ou depressão muitas vezes ou sempre.


Os efeitos atingiram a mente e o corpo. Aproximadamente 41,3% dos paulistas disseram ter começado a sentir dor na coluna. Entre os que já tinham o problema, 54,4% relataram um aumento na dor.


Explica-se: o sedentarismo cresceu durante a pandemia. Segundo a pesquisa, o hábito de ver mais de 3 horas por dia de televisão cresceu de 21% para 52%, e o de usar computador mais de 4 horas por dia foi de 42,2% para 64,3%.


Ao mesmo tempo, o hábito fazer exercícios regularmente diminuiu: as pessoas ativas, que fazem mais de 150 minutos de exercícios por semana, baixaram de 30,4% para 12,6%.


Os cuidados com a alimentação também degringolaram, mas não muito: caiu ligeiramente o consumo de verduras e legumes e aumentou o de salgadinhos, chocolate e álcool.


Um resumo da pesquisa pode ser visto na Agência Fapesp. Os dados completos estão no site da Fiocruz.


Veja mais: Maconha alivia stress pós-traumático (mas só por um tempo)


#Ansiedade #Coronavírus #Covid19 #Depressão #Epidemias #Exercícios #Fiocruz #Nervosismo #Sedentarismo #Tristeza #UFMG #Unicamp