• Sandra Carvalho

Os pardos passaram os brancos no Brasil em 2016, indica o IBGE

Os pardos lideram com maioria folgada no Norte (são 72,3%) e no Nordeste (64,7%).


Mudança: hoje as pessoas se identificam mais como pardas | Foto: cc Rovena Rosa/Agência Brasil

A mistura de raças brasileira finalmente começa a dominar nas estatísticas oficiais. De 2012 a 2016, os brancos deixaram de ser o grupo mais numeroso da população nos dados da PNAD, a pesquisa por domicílios do IBGE. Agora os pardos estão à frente.


Nesses quatro anos, a população brasileira passou de 198,7 milhões de pessoas para 205, 5 milhões. Os negros cresceram mais (14,9%), os pardos aumentaram 6,6% e os brancos diminuíram 1,8%.


Os dados refletem como as pessoas se enxergam: elas escolhem onde se enquadrar entre as cinco categorias estruturadas pelo IBGE: brancos, pretos, pardos, amarelos e indígenas.


Os pardos lideram com maioria folgada no Norte (são 72,3%) e no Nordeste (64,7%). São maioria também no Centro-Oeste (55,3%).


“Há uma tendência de miscigenação, ou seja, que a população se misture e o grupo pardo cresça," disse a gerente da PNAD, Maria Lucia Vieira. "No caso do aumento da autodeclaração de pretos tem um fator a mais: o reconhecimento da população negra em relação à própria cor, que faz mais pessoas se identificarem como pretas”.


Confira no gráfico o número de pessoas em cada categoria. Os percentuais estão arrendondados. Sem os arredondamentos, são 46,7% de pardos, 44,2% de brancos, 8,2% de pretos e 0,9% de amarelos/indígenas.



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