• Sandra Carvalho

Para perder peso, vá com calma nas metas

Para cientistas de Yale e McGill, é assim que se chega a objetivos ambiciosos de longo prazo.


Salada: mais importante que a dieta, é a displicina para seguir em frente com ela | Foto: cc0 Louis Hansel/Unsplash

Uma dupla de cientistas de Yale e McGill recuou bastante no tempo para descobrir qual a melhor forma de perder peso. Viram, por exemplo, que o rei Guilherme I, da Inglaterra, trocou comida por álcool e conseguiu afinar o suficiente para voltar a montar seu cavalo.


Estudando as dietas através do tempo, eles chegaram a uma conclusão : o principal desafio não é tanto a dieta em si, seja paleo ou low carb ou qualquer outra. O desafio é ter disciplina para seguir com ela.


Kosube Uetae, de Yale, nos Estados Unidos, e Nathan Yan, da Universidade McGill, no Canadá, analisaram informações de cerca de 36 mil usuários ativos do app de dieta Lose It!


Constaram, em primeiro lugar, que as pessoas se esforçavam realmente para cumprir as metas autoimpostas. Em segundo lugar, verificaram que as pessoas que cumpriam as metas diárias tinham maior probabilidade de atingir as metas seguintes.


"Vimos que esse efeito positivo de curto prazo transborda para o sucesso de longo prazo" comentou Uetae, num texto publicado em Yale Insights.


Os pesquisadores mergulharam mais a fundo para descobrir que tipo de metas ajudavam mais. Viram que as metas adaptativas, que vão se tornando mais desafiadoras ao longo do tempo, funcionam melhor que as metas estáticas.


Segundo Uetae e Yan, essas metas adaptativas funcionam tão bem com quem deu uma escorregada na dieta quanto com quem está avançando muito bem, e beneficiam particularmente quem tem um índice de massa corporal mais alto (IMC).


Mais: se aplicam tanto a comida, em si, quanto aos exercícios envolvidos no esforço de perder peso.


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