• Sandra Carvalho

Para procurar ETs, a Lua é melhor que a Terra

Sem poluição de rádio, a Lua pode turbinar a busca de inteligência extraterrestre.


Lua: ali não se confundiria comunicações humanas e extraterrestres | Foto: cc0 Alexis Antonio/Unsplash

Na Terra, as buscas de inteligência extraterrestre do instituto de pesquisas SETI penam com os ruídos das interferências de radiofrequência que atrapalham a comunicação humana há mais de um século. Na Lua, onde a poluição de rádio é praticamente zero, a situação seria completamente diferente.


É o que diz um grupo de astrônomos americanos interessado em explorar a radioastronomia lunar para buscar inteligência alienígena em melhores condições. Segundo eles, as crateras Daedalus, Malapert, Saha e Tsiolkovsky da Lua seriam lugares perfeitos para isso.


A proposta deles de instalação de um radiotelescópio na Lua foi elaborada num paper publicado no repositório de preprint arXiv. O momento vem a calhar. A NASA pretende mandar astronautas de volta à Lua em menos de quatro anos, no Projeto Artemis, e montar uma base de operações por lá.


Vários campos da radioastronomia podem identificar e ignorar a interferência de radiofrequência (RFI, na sigla em inglês), mas quem busca inteligência alienígena, não.

As similaridades entre as emissões de rádio humanas e as que supostamente seriam de extraterrrestres se tornam uma complicação gigantesca.


Os astrônomos também afirmam que um radiotelescópio, se não ficasse na superfície da Lua, poderia ficar em sua órbita, que não tem os problemas de congestionamento da órbita terrestre.


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