• Sandra Carvalho

Para que servem, afinal, os arrepios?

Essa era uma pergunta que Darwin se fazia. Cientistas de Harvard tentam responder.


Arrepios: explicação dada | Foto: cc Ildar Sagdejev/Wikimedia Commons

Os arrepios podem proteger animais de pelo espesso do frio, mas parecem meio sem sentido para nós, humanos, hoje em dia. Por que então não desapareceram ao longo da nossa evolução?


Charles Darwin refletiu sobre o assunto. Agora cientistas de Harvard dizem ter descoberto o motivo da sobrevivência dos arrepios.


A razão: as células que causam os arrepios são vitais para regular as células-tronco que regeneram o folículo capilar e o cabelo. Sob a pele, o músculo que se contrai nos arrepios ajuda na conexão do nervo simpático às células-tronco do folículo capilar.


O nervo simpático, como se sabe, é parte do sistema nervoso que controla a homeostase do corpo e nossas respostas aos estímulos externos.


O nervo simpático reage ao frio de duas maneiras - a curto prazo, contraindo o músculo e causando arrepios; a longo prazo, impulsionando a ativação das células-tronco do folículo capilar e o crescimento do cabelo.


Os pesquisadores de Harvard descobriram essas duas maneiras ao examinar a pele com microscopia eletrônica, numa resolução muito alta.


Foi então que eles viram que o nervo simpático, na resposta ao frio, não só se ligava ao músculo, mas também se conectava diretamente às células-tronco do folículo capilar.


O estudo foi publicado no jornal Cell.


Um folículo capilar: o verde é nervo simpático e o magenta é o músculo Imagem: Laboratório Hsu/Harvard

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