• Sandra Carvalho

Pessoas generosas são mais felizes, dizem os neuroeconomistas

Quem pensa só no próprio interesse não se dá tão bem quando se trata de felicidade.


Felicidade: basta ser um pouco mais generoso, nem precisa ser muito   |  Imagem: cc0 Pixabay

Quem pratica a generosidade vive mais feliz. Os que só pensam em seu próprio interesse experimentam menos felicidade.


Essa é conclusão de um grupo de neuroeconomistas das universidades de Zurique (UZH), na Suíca; Lübeck, na Alemanha, e Northwestern, de Chicago, Estados Unidos.


Eles usaram imagens de ressonância magnética funcional para investigar como a generosidade se liga à felicidade.


O estudo foi publicado no jornal Nature Communications ontem, dia 11 de julho.


"Você não precisa se tornar um mártir do autossacrifício para se sentir mais feliz", observou num comunicado Philipe Tobler, do Laboratório de Pesquisas de Sistemas Sociais e Neurais do Departamento de Economia da Universidade de Zurique. "Basta ser apenas um pouco mais generoso."


O cientistas estudaram como as diversas partes do cérebro se comunicam para produzir essa sensação de felicidade motivada pela generosidade.


Focaram especialmente em três áreas do cérebro. Na junção temporo-parietal, responsável por comportamentos morais e positivos como a generosidade; no estriado ventral, que é associado à felicidade, e no córtex órbitofrontal, onde se processam tomadas de decisão.


Dependendo da ação - ser generoso ou egoísta - essas três áreas interagem de uma maneira ou outra. Nas pesquisas, os cientistas constataram que bastava uma pessoa tomar a decisão de ser generosa e comunicar isso a outras que a área do cerebral responsável pela felicidade era ativada.


"É notável que basta uma intenção para gerar uma mudança neural", afirmou Tobler.

Comportamentos generosos têm sido um desafio difícil de entender pela teoria econômica convencional. Veio da Psicologia a sugestão de que eles poderiam ser explicados pela felicidade a que são comumente associados.


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