• Sandra Carvalho

Pinguins-imperador têm data marcada de extinção

Se nada for feito, essas aves encantadoras podem desaparecer já no final do século.


Pinguim-imperador
Pinguim-imperador: vulnerável pela perda de gelo da Antártica | Foto: cc Christopher Michel/Flickr

O risco de extinção dos pinguins-imperador (Aptenodytes forsteri) está cada vez maior com o encolhimento das plataformas de gelo da Antártica. Se nada mudar, mais de 98% das colônias das aves estarão quase extintas em 2100, vítimas da mudança de clima.


Os pinguins-imperador são a maior espécie de pinguim do mundo e dependem desesperadamente do gelo marinho para sobreviver. As perspectivas não são boas, porque em certas áreas da Península Antártica 60% do gelo desapareceu nos últimos 30 anos.


O alerta foi feito por um grupo internacional de cientistas liderado pela ecologista Stephanie Jenouvrier, do Instituto Oceanográfico de Woods Hole (#WHOI) no jornal Global Change Biology.

Os cientistas estudaram o efeito da emissão de gases de efeito estufa sobre as colônias de #pinguins, levando em conta eventos climáticos extremos, com base em registros por satélite dos animais.


Os pinguins-imperador precisam de plataformas de gelo estáveis na Antártica para sobreviver e se reproduzir da mesma forma que os ursos polares no Ártico.

Os filhotes dos pinguins nascem na temporada de reprodução no inverno com uma plumagem felpuda, mas precisam de tempo para ganhar plumagem à prova d'água e resistir à água gelada do mar.


"Se o gelo do mar quebrar muito cedo na temporada, eles não terão adquirido sua plumagem à prova d'água, e vão afogar e morrer nas águas da Antártica", observou Stephanie Jenouvrier.


Um exemplo trágico desse risco aconteceu em 2016 na baía Halley, no Mar de Weddell, quando houve rompimento precoce do gelo. Estima-se que mais de 10 mil filhotes morreram porque ainda não estavam prontos para nadar.


Com base nas previsões sombrias dos cientistas, o Serviço de Pesca e Vida Selvagem dos Estados Unidos (#USFWS) pediu que o pinguim-imperador seja considerado daqui para frente uma espécie ameaçada.


Essas aves não vivem em território americano, mas somente na Antártica. Ainda assim, sendo consideradas ameaçadas poderão contar com a proteção do governo americano.