• Sandra Carvalho

Pobreza: o Brasil andando para trás desde 2015

Em vez de diminuir, a extrema pobreza só cresce nos últimos anos, segundo a FGV.


Paraisópolis pega fogo, em São Paulo: favela gigante | Foto: cc Rovena Rosa/Agência Brasil

A extrema pobreza aumentou 67% entre 2014 e 2018 no Brasil, segundo estimativas da FGV.

A causa: os desajustes no Bolsa Família.


Nesse período, a renda mínima do Bolsa Família perdeu da inflação em dois anos ( 2015 e 2017) e muita gente foi expulsa do programa por alguma irregularidade ou impossibilidade de cumprir trâmites burocráticos inflexíveis. Hoje o benefício mínimo é de 89 reais por mês.


Quem fez os cálculos do aumento da extrema pobreza foi o FGV Social, baseado nos dados do IBGE. De acordo com o estudo, a renda dos 5% de brasileiros mais pobres diminuiu 39% nesses quatro anos.


Veja mais: Pobreza extrema persegue 13,5 milhões de pessoas


Hoje, segundo o FGV Social, há 500 mil pessoas na fila do Bolsa Família, esperando entrar no programa. Todo esse transtorno por algo que é relativamente barato e de alto impacto no combate à pobreza: representa apenas 0,4% do PIB.


O ano de 2014 foi o último em que a extrema pobreza diminuiu no país, caindo a 2,34% da população, de acordo com os cálculos do FGV Social. Em 2018, já tinha atingido 3,91%. Confira:


Gráfico: FGV Social

A Síntese de Indicadores Sociais de 2019 do IBGE apontou no ano passado uma proporção ainda mais alta de brasileiros vivendo na extrema pobreza em 2018: 6,5% da população, ou seja, 13,5 milhões de pessoas.


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