• Sandra Carvalho

Protetor solar: ruim com ele, pior sem ele

Essencial para evitar câncer de pele, o protetor solar tem componentes preocupantes.


Sol: o câncer de pele atinge entre 2 e 3 milhões de pessoas por ano no mundo | Thomas Hendele/Pixabay

Os protetores solares são muito eficazes contra a radiação ultravioleta do sol, principal causa do câncer de pele. Isso é praticamente ponto pacífico entre cientistas.


O câncer de pele mais comum atinge entre 2 e 3 milhões de pessoas por ano no mundo.

O melanoma, a forma mais mortal (e mais rara) de câncer de pele, em torno de 300 mil, mas está se multiplicando.


O que esses números querem dizer? Que embora o câncer de pele não seja uma ameaça iminente para a maioria das pessoas, não dá para relaxar. É preciso usar os protetores UV.


Um estudo feito com australianos entre 18 e 40 anos mostrou que os usuários regulares dos protetores diminuem 40% do risco de melanoma.


E não é só de câncer que se trata. Os protetores evitam as queimaduras de sol e o envelhecimento precoce.


O problema é que alguns seus componentes são suspeitos de fazer mal à saúde.

Há dois tipos de filtros para defender a pele dos raios de sol, que são usados juntos ou separados.


Filtros orgânicos, como a oxibenzona, absorvem a radiação da luz ultravioleta. Filtros bloqueadores opacos, como o dióxido de titânio e óxido de zinco, refletem a luz, mantendo os raios longe da pele.


Suspeitas dos filtros orgânicos


Os filtros bloqueadores opacos, não orgânicos, tendem a ser considerados seguros. Mas há suspeitas que alguns ingredientes ativos de filtros orgânicos penetrem na corrente sanguínea através da pele, com efeitos ainda desconhecidos.


A agência americana que regula remédios e alimentos nos Estados Unidos, a FDA, tirou 14 dos 16 componentes químicos dos protetores solares de sua lista de ingredientes seguros este ano.


Já condenou dois como inseguros nos protetores: o ácido aminobenzóico (PABA) e o salicilato de trolamina.


Outras pesquisas feitas com ratos sugeriram que filtros UV orgânicos e alguns ingredientes presentes em protetores solares com material opaco (entre os quais ftalatos e parabenos) podem ser desreguladores endócrinos, isto é, desequilibrar os hormônios.


Há também preocupação com os efeitos dos protetores solares orgânicos nos oceanos, particularmente nos recifes de corais. Para preservar os recifes, o Havaí, Key West, na Flórida, e a ilha-estado Palau, na Oceania, baniram esses protetores.


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