• Sandra Carvalho

Quanto custa a poluição do ar em vidas, doenças e trabalho

A empresa de pesquisas finlandesa CREA calculou o preço da poluição para o mundo inteiro.


Mumbai: a Índia é um dos países que paga caro pela poluição | Foto: cc0 Bishnu Sarangi/Pixabay

A poluição do ar produzida por combustíveis fósseis custa caro: seu preço chegou a 2,9 trilhões de dólares, ou 3,3% do PIB global em 2018.


Traduzindo as perdas em vidas, a exposição ao ar envenenado dos combustíveis fósseis resultou em 4,5 milhões de mortes em 2018. Na média, cada morte significou 19 anos a menos de vida.


Os dados são da empresa de pesquisa em energia e ar limpo CREA, com base na Finlândia.


Cerca de 3 milhões de mortes são atribuídas à poluição de partículas finas de combustíveis suspensas no ar, especificamente PM2,5. Outras 990 mil mortes são ligadas à poluição de ozônio e aproximadamente 500 mil a dióxido de nitrogênio, o NO2.


No caso de PM2,5, a poluição ainda provocou 4 milhões de novos casos de asma em crianças e 2 milhões de nascimentos prematuros ao longo de 2018 no mundo, segundo os pesquisadores.


O impacto no trabalho foi enorme: a poluição causou globalmente 1,8 bilhão de faltas.


Para avaliar o peso econômico da poluição do ar, a CREA levou em conta as mortes e doenças relacionadas, os custos de sistemas de saúde e as ausências do trabalho.


A China está disparada na frente dos países que pagam mais caro pela poluição do ar: seu custo equivale a 6,6% do PIB em 2018. É seguida pela Índia e pela Rússia.


O Brasil fica numa situação relativamente confortável nesse ranking, com custo de 0,8% do PIB.



#China #CREA #Índia #Mortes #NO2 #Ozônio #PIB #PoluiçãodoAr #PM25