• Sandra Carvalho

Quase um terço dos lêmures beira a extinção

Entre as espécies ameaçadas está o menor primata do mundo, o lêmure-rato.

Sifaka-de-verreaux: agora no grau máximo de perigo | Foto: cc Jeff Gibbs/Wikimedia Commons

Caçar lêmures é proibido em Madagascar, na costa africana do Oceano Índico, único lugar do mundo onde eles vivem. Ainda assim, a caça subsiste. Junto com a destruição das florestas do país, ameaça a sobrevivência de 103 das 107 espécies de lêmures ainda existentes.


A estimativa é da IUCN, a organização internacional para conservação da natureza que elabora a Lista Vermelha de animais ameaçados.


Hoje há 33 espécies de lêmures criticamente ameaçadas de extinção, 13 das quais acabam de entrar na lista de risco máximo.


Entre os lêmures ameaçados que entraram num estágio crítico está o encantador sifaka-de-verreaux (Propithecus verrauxi) e o lêmure-rato-de-madame-berthe (Microcebus berhae), o menor primata do mundo. Caçar o sikafa-de-verreaux é tabu em Madagascar, mas não está funcionando mais para deter os caçadores.


Os lêmures em geral sofrem com a destruição de seus habitats pelas queimadas da agricultura e pela derrubada das matas para uso da madeira como fonte de combustível. Um de seus aliados é o ecoturismo, que cria áreas protegidas baseadas nas comunidades locais.


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