• Sandra Carvalho

Quem trabalha demais corre mais risco de ter arritmias no coração

O sinal vermelho acende com 55 horas ou mais de trabalho por semana.

Trabalho: se passar de 55 horas, um sinal vermelho acende   | Foto: cc0 Pixabay

Uma pesquisa de mais de 10 anos com 85 mil homens europeus concluiu que as pessoas que exageram nas horas de trabalho correm mais risco de ter a mais comum das arritmias cardíacas, a fibrilação atrial.


O estudo, que deve ser publicado hoje no European Heart Journal, considerou uma semana com uma carga entre 35 e 40 horas de trabalho como o padrão. O sinal vermelho acendeu com 55 horas ou mais de trabalho.


Quem trabalha tanto assim corre 40% mais risco de uma fibrilação atrial nos próximos dez anos do que as outras pessoas, constatou o estudo. Os dados foram divulgados por comunicado da Sociedade Europeia de Cardiologia.


Segundo o professor Mika Kivimaki, da Universidade College London (UCL), que liderou a pesquisa, isso poderia explicar a maior ocorrência de AVC entre as pessoas que trabalham exageradamente.


Como se sabe, a fibrilação atrial contribui para derrames, falência cardíaca e demência ligada a derrames.


Os cientistas analisaram dados de homens e mulheres do Reino Unido, Dinamarca, Suécia e Finlândia entre 1991 e 2004. Nesse período, a taxa de incidência de fibrilação atrial foi de 12,4 a cada 1.000 pessoas. Entre quem trabalhava 55 horas ou mais, a incidência foi de 17,6.


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