• Sandra Carvalho

Ratinhos saudáveis, de esperma congelado que passeou pelo espaço

Este é um passo para tentar reproduzir a vida humana fora da Terra.


Ratinhos: radiação cósmica e microgravidade são complicações importantes | Imagem: reprodução PNAS

A colonização do espaço começa a parecer mais viável. Esperma congelado de ratos, que ficou nove meses na nave espacial ISS, foi inseminado num laboratório japonês e deu origem a uma ninhada de ratinhos saudáveis.


Um dos grandes desafios para colonizar o espaço é a reprodução humana fora da Terra. O alto nível de radiação cósmica e a microgravidade são complicadores importantes.


Mas os cientistas japoneses que fizeram a experiência com o esperma congelado dos ratos sinalizaram que isso talvez possa ser feito também com os humanos.


Seu estudo foi publicado no jornal PNAS, da Academia Nacional de Ciências dos Estados Unidos.


"Nossos resultados demonstram que gerar humanos ou animais domésticos a partir de esperma preservado no espaço é uma possibilidade, que pode ser útil quando a 'era do espaço' chegar", diz o texto do estudo.


Os cientistas são das universidades de Yamanashi e de Hiroshima e de diversas outras entidades acadêmicas e de pesquisa do Japão.


Na ISS, o esperma congelado de 12 ratos enfrentou uma radiação cem vezes maior do que a da Terra. Ele foi mantido a - 95 graus Celsius. Seu DNA foi ligeiramente danificado, mas pôde ser reparado.


Inseminado, o esperma congelado não afetou o número de filhotes nascidos. Os ratinhos parecem normais.


A experiência foi pensada para permitir a permanência de humanos no espaço por muitos anos ou até gerações inteiras. E também para garantir diversidade de animais domésticos nas colônias do espaço.


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