• Sandra Carvalho

Robô-abelha voa, mergulha, nada e aterrissa. E não pesa nem um grama

O RoboBee é uma cria dos engenheiros de Harvard.


RoboBee: da água para o ar | GIF: YoufengChen/SEAS/Harvard

O minúsculo RoboBee é mil vezes mais leve que qualquer robô híbrido, aéreo e aquático, que exista no mundo. Pesa exatos 175 miligramas.


Ele é uma cria de Harvard, da Escola de Engenharia e Ciências Aplicadas John A. Paul (SEAS, na sigla em inglês).


Faz misérias em sua última encarnação: gruda em paredes, voa, mergulha, nada, retorna à superfície com segurança.


O que ele não faz ainda é focar numa ação específica - os pesquisadores acham que ele pode ser usado em missões de resgate, em monitoramento de meio ambiente ou estudos de Biologia.



A última versão do RoboBee foi descrita pelos cientistas de Harvard num paper publicado ontem no journal Science Robotics.


Ir da água para o ar é a principal façanha do robô-abelha. Esse é um tremendo desafio na escala dos microrobôs.


A água é mil vezes densa que o ar, então a frequência do bater das asas tem que variar demais, muito rapidamente.


Se a frequência for muito baixa, o RoboBee não consegue voar. Se for muito alta, ele não consegue sair da água.


A solução encontrada para o robozinho sair da água é descrita assim pelos pesquisadores.

Placas eletrolíticas levíssimas produzem oxi-hidrogênio (oxigênio + hidrogênio) da água ao redor recolhida por uma câmara de flutuação. O aumento da força de flutuação dessa reação eletroquímica empurra as asas para fora da água. O oxi-hidrogênio é acionado e impulsiona o robô a decolar.


"Desenhamos novos mecanismos que permitem que o microrobô vá diretamente da água para o ar, o que a natureza não consegue fazer com os insetos", observou modestamente Yufen Chen, um dos autores do paper, num comunicado da SEAS.


Este vídeo de Harvard de 1:21, hospedado no YouTube, dá uma visão bem próxima do RoboBee em movimento.



#Harvard #Robôs