• Sandra Carvalho

Rostos falsos ou reais? É difícil saber

Cada vez fica mais fácil criar rostos fake muito parecidos com verdadeiros.


Rostos que parecem reais, sem ser | GIF: Universidade Duke

Os cientistas da computação da Universidade Duke acabam de dar um salto na criação de rostos realistas de pessoas inexistentes, com uma mãozinha da inteligência artificial.


Usam uma foto pixelada qualquer e produzem uma face até 64 vezes mais nítida, que parece (mas não é) alguém de carne e osso em alta resolução. Batizaram a tecnologia de Pulse.


Com a tecnologia, pode-se pegar uma imagem tosca, de 16X16 pixels, e chegar a rosto de 1024 por 1024 em segundos, com a adição de mais 1 milhão de pixels. Não ficam de fora nem detalhes como rugas e poros.


É simples imaginar dezenas de usos desonestos para uma tecnologia desse tipo - o sistema da Duke se soma a muitos outros que tornam cada vez mais complicado distinguir entre realidade e ficção no mundo dos pixels. Fake news, rostos fake.


Segundo os pesquisadores, pelo menos o sistema não permite a identificação de pessoas reais a partir de fotos pixeladas de câmeras de segurança - o que poderia significar uma ameaça (real) à privacidade das pessoas.


Eles imaginam que o Pulse poderia ser usado para o bem em aplicações de medicina a astronomia, passando por imagens por satélite - longe da criação de rostos fake, evidentemente.


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