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São Paulo já tem mais apartamentos que casas

A cidade cresce para cima, ao longo dos eixos de transporte público.


São Paulo: mais adensada nos últimos anos | Foto: cc0 Joel Fotos/Pixabay

Pela primeira vez desde sua fundação, em 1554, a cidade de São Paulo possui mais apartamentos do que casas.


É o que apontou uma nota técnica publicada em 2021 pelo Centro de Estudos da Metrópole (CEM), um dos centros de Pesquisa, Difusão e Inovação ligados à Fapesp.


O levantamento analisou registros de imóveis, coletados entre 2000 e 2020, e armazenados na Secretaria Municipal de Fazenda da Prefeitura de São Paulo.


Segundo os dados compilados pelo #CEM, o processo de verticalização da capital está acontecendo em ritmo acelerado.


Se em 2000 as residências em casas (horizontais) representavam 1,23 milhão de imóveis, no ano 2020 esse número passou a 1,37 milhão, um aumento modesto de 11,8%.


Por outro lado, os apartamentos saltaram de 767 mil unidades em 2000 para expressivo 1,38 milhão em 2020, uma explosão de 80% no período.


Em termos de metragem, a área total somada dos apartamentos na cidade subiu de 386,3 milhões de m2 em 2000 para 534,8 milhões de m2 em 2020.

É verdade que o estudo deixou de fora as edificações classificadas como precárias, e que equivalem a cerca de 27% dos domicílios.


Porém, segundo especialistas ouvidos pelo Jornal da Unesp, os resultados indicam a consolidação de um modelo de cidade vertical e mais adensada.


Essa tendência tem se desenvolvido com o apoio das autoridades municipais e dos técnicos da área de urbanismo.


Desde 2014, o Plano Diretor Estratégico (PDE) de São Paulo, a legislação municipal que estabelece regras para o desenvolvimento urbano da cidade, vem estimulando a construção de grandes edifícios principalmente nos eixos de transporte público, como os corredores de ônibus e as estações de metrô e de trem. ✔︎


Este texto, de Marcos do Amaral Jorge, foi publicado originalmente no Jornal da Unesp. Acesse a versão integral aqui.


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