• Sandra Carvalho

Argh! Sabe quanto xixi existe nas piscinas?

Dá para saber a quantidade exata, medindo um adoçante que não se decompõe logo na água.


Piscina: o jeito é parar de fazer xixi na água | Foto: cc0 Pixabay

Até recentemente, era bem complicado medir quando xixi existe na água das piscinas. Ei, você sabe que é nojento, mas essa é a realidade das piscinas, não?


Bem, a cientista chinesa Xing-Fang Li, da Universidade de Alberta (UofA), no Canadá, deu um jeito de descobrir a quantidade de urina cientificamente.


Xing-Fang Li e sua equipe medem o adoçante artificial acessulfame de potássio, conhecido como acessulfame K, muito usado na indústria de alimentos e presente no xixi da maioria das pessoas.


Esse adoçante não se decompõe imediatamente na água, então pode ser mensurado.

O achado de Fang Li e sua equipe: numa piscina bem grande, de aproximadamente 760 mil litros, há aproximadamente 76 litros de urina.


Para chegar a essa conclusão o time analisou 31 piscinas de hoteis e empreendimentos de lazer em duas cidades canadenses.


Embora percentualmente seja desprezível, esse xixi não é nada inocente. Pode ter várias consequências negativas.


A mais óbvia é o cheiro, aquele mau cheiro forte de cloro misturado com fluidos humanos.

Vamos às explicações do engenheiro ambiental Ernest Blatchley III, da Universidade de Purdue, em Indiana, nos Estados Unidos.


O cloro reage à urina e dá origem a compostos tóxicos, chamados de subprodutos de desinfecção.


Entre eles, o cloreto de cianogênio, usado em armas químicas de guerra, e as nitrosaminas, que são compostos cancerígenos.


As afirmações de Blatchley estão numa entrevista à NPR, a rede de rádios públicas americana.


A solução que ele sugeriu é óbvia: as pessoas precisam parar de fazer xixi nas piscinas.

Até agora não há provas que as nitrosaminas das piscinas causam câncer.


Um único estudo na Espanha encontrou mais câncer na bexiga de pessoas que foram nadadores por muito tempo do que na população geral.