• Sandra Carvalho

Salvos da extinção: lince-ibérico, cavalo-de-przewalski, mutum...

Essas espécies teriam desaparecido, se tivessem sido deixadas à própria sorte.


Lince ibérico
Lince-ibérico: salvo pelos conservacionistas | Foto: cc Frank Vassen/Flickr

Os conservacionistas conseguiram salvar da extinção, com suas ações, pelo menos 28 espécies de mamíferos e pássaros desde 1993.


A estimativa foi feita por cientistas da Universidade Newcastle, na Inglaterra, e da organização BirdLife International.


Se os conservacionistas não tivessem entrado em ação, já teriam desaparecido mamíferos como o lince-ibérico ( Lynx pardinus), o cavalo-de-przewalski (Equus ferus) e o porco-pigmeu ( Porcula salvania).


Entre os pássaros, pareciam fadados à extinção o mutum-do-sudeste (Crax blumenbachii) , o papagaio-de-porto-rico (Amazona Vittata) e o zarro-de-madagascar ( Aythya innotata).


O estudo foi publicado na jornal Conservation Letters. Segundo os cientistas, sem as ações de conservação, a taxa de extinção teria sido de três a quatro vezes maior.


Os animais ameaçados se beneficiaram de ações de controle de espécies invasivas, de esforços de conservação de zoológicos e instituições afins, e de proteção de seu ambiente.


O papagaio-de-porto-rico, por exemplo, estava reduzido a apenas 13 indivíduos nas florestas quando conservacionistas reintroduziram a espécie no Parque Estadual Rio Abajo em Porto Rico em 2006. Foi a sorte: em 2017, furacões varreram inteiramente do mapa a população original.


Já o cavalo-de-przewalski selvagem tinha desaparecido das estepes da Mongólia nos anos 60. Reintroduzido por lá pelos conservacionistas nos anos 90, voltou a prosperar. Hoje mais de 760 de cavalos-de-przewalski vivem na natureza no país.


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