• Sandra Carvalho

São Paulo tenta desfazer o nó das bicicletas compartilhadas

Depois de cinco anos, só há dois serviços de compartilhamento na cidade.


No centro: serviços melhores que nas regiões mais distantes   | Foto: Heloisa Ballarini/Secom

Em São Paulo, as pessoas perdem um mês e meio por ano paradas no trânsito. Cenário ideal para as bicicletas compartilhadas se espalharem naturalmente por toda parte como transporte alternativo, certo?


Não é bem assim. Até agora, depois de cinco anos de bikes compartilhadas, só há dois serviços de compartilhamento na cidade, e eles se limitam ao centro e à zona oeste.


Na BikeSampa, o maior serviço, as viagens caíram de 703 mil por ano para 409 mil (-42%). No CicloSampa, a queda foi de 16%, ficando em 19 mil viagens. Os números vão de agosto de 2015 a julho de 2016, e foram divulgados pelo Estadão.


Na tentativa de fazer as bicicletas compartilhadas decolarem, a Prefeitura resolveu mudar boa parte das regras.


Agora as empresas que oferecem bicicletas nas áreas centrais de São Paulo terão que levar as bikes também para a periferia.


Os usuários dos bairros distantes poderão ter a possibilidade de pegar a bicicleta em um dia e entregar de volta só dia seguinte.


As empresas também terão de instalar pontos de bicicletas perto de terminais e estações de ônibus, Metrô e trens da CPTM.


Se isso realmente for implementado, as bicicletas passarão a ser uma opção prática de transporte para muito mais gente. É o que pode fazer as bicicletas se tornarem realmente um transporte alternativo, e não apenas uma opção de lazer.


O acesso às bicicletas poderá ser liberado por Bilhete Único, e não apenas por cartões bancários, abrangendo um público muito maior, inclusive quem não tem conta em banco. A BikeSampa já trabalha com o Bilhete Único.


Segundo o decreto, qualquer empresa poderá prestar os serviços de bicicletas compartilhadas, desde que cumpram essas regras. Não há necessidade de licitação nem haverá exclusividade. É um esquema semelhante ao usado na cidade para o Uber, 99 e Cabify.


Essas novas regras precisam ser regulamentadas e cumpridas, é claro, para não serem apenas um discurso bem intencionado. A Prefeitura espera, com a mudança, que 10 mil bicicletas compartilhadas estejam rodando na cidade dentro de um ano.


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