• Sandra Carvalho

Seis novos coronavírus são descobertos em Mianmar

Pesquisadores do Instituto Smithsonian detectaram os vírus num projeto de biovigilância.


Morcego bumblebee, uma das 11 espécies examinadas | Foto: Roshan Patel/Smithsonian

Cientistas do Instituto Smithsonian detectaram vez seis novos coronavírus em morcegos em Mianmar. A descoberta foi feita numa missão de biovigilância de animais para identificar patógenos com potencial de se espalhar entre humanos.


Os seis vírus não são parentes próximos dos que causaram a pandemia atual de Covid-19 ou as duas outras síndromes respiratórias anteriores, SARS e MERS. Seu potencial de transmissão para humanos ainda será estudado. Muitos coronavírus não representam perigo para a humanidade.


A descoberta foi publicada no jornal PLOS ONE. "No mundo inteiro, humanos estão interagindo cada vez mais com a vida selvagem", notou Marc Valitullo, o autor principal do estudo. "Quanto mais entendermos esses vírus nos animais, suas mutações e como se espalham para outras espécies, melhor poderemos reduzir seu potencial de provocar pandemias."


Os cientistas coletaram mais de 750 amostras de saliva e fezes de 464 morcegos de pelo menos 11 espécies entre maio de 2016 a 2018 em Mianmar, no Programa de Saúde Global do Smithsonian.


Seu estudo considera que entre 60% e 75% das doenças infecciosas emergentes são zoonoses, das quais 70% originadas em espécies de animais selvagens.


Segundo os cientistas, mudanças em larga escala no uso da terra, com desflorestamento e expansão da agricultura, alteram a relação entre os vírus e seus hospedeiros, colocam humanos mais perto dos animais e seus patógenos e aumentam a probabilidade de transmissão dos vírus entre as espécies.


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