• Sandra Carvalho

Sexo, história e o drama da Aids num museu de arte gay em Nova York

O Leslie-Lohmann tem acervo com obras da época em que a arte LGBTQ era subterrânea.


Museu Leslei-Lohman de Arte Gay e Lésbica: no Soho | Imagem: reprodução Cassiano Mecchi/Google Maps

O Museu Leslie-Lohman de Arte Gay e Lésbica reabriu este ano no Soho, em Nova York, em sua melhor forma, com a exibição de 250 trabalhos de sua extensa coleção de 24 mil.


Agora ampliado, o museu tem um acervo formado ao longo de 50 anos por Charles Leslie e Fritz Lohman, que colecionaram arte LGBTQ desde que se conheceram e se apaixonaram, nos anos 60.


O museu começou no loft de Leslie e Lohman, quando a arte LGBTQ vivia subterraneamente, passada de mão em mão, entre conhecidos.


"Os gays tiveram historicamente negado seu direto de se ver na cultura popular, e nós achamos que era hora de isso acabar", disse Leslie, hoje com 84 anos, à NBC News. Lohman morreu do coração em 2009.


A dupla salvou muitas coleções de pessoas que morreram com Aids, numa época em que a doença não era controlada nem a arte LGBTQ valorizada.


Entre os artistas mais conhecidos do acervo do museu estão Robert Mapplethorne e Catherine Opie. Há obras do mundo inteiro, porque Leslie e Lohman viajaram extensamente para ampliar sua coleção.


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