• Sandra Carvalho

Solidão e isolamento aumentam risco de morte prematura

Há uma epidemia de solidão que pede providências, diz psicóloga americana.


 Solidão e obesidade: mesmo risco de morte prematura  | Foto: cc0 Averie Woodard/Unsplash

A psicóloga Julianne Holt-Lunstad, professora da Universidade Brigham Young (BYU), de Provo, Utah, está estudando o crescente isolamento das pessoas e da solidão na vida moderna, e soltou o alarme na última convenção da Associação Americana de Psicologia.


"Estar conectado a outros socialmente é visto amplamente como uma necessidade humana fundamental", observou ela, num comunicado da associação.


"Exemplos extremos são bebês em ambientes coletivos que se sentem falta de contato humano e não se desenvolvem, e frequentemente morrem."


Holt-Lunstad fez praticamente duas pesquisas. Na primeira, avaliou 148 estudos, com mais de 300 mil pessoas dos Estados Unidos envolvidas, e constatou que uma maior conexão social diminui em 50% o risco de uma morte prematura.


Na segunda pesquisa, examinou 70 estudos de pessoas principalmente da América do Norte, mas também da Europa, Ásia e Austrália.


Desta vez, notou que pessoas isoladas, solitárias ou que vivem sozinhas têm um risco igual ou ainda maior de ter uma morte prematura que pessoas obesas.


"Muitos países no mundo agora sugerem que estamos enfrentando uma epidemia de solidão", afirmou Holt-Lunstad. "O desafio que enfrentamos é o que fazer sobre isso."


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