• Sandra Carvalho

Stress e solidão tornam mais provável pegar o novo coronavírus

Pelo menos é o que diz o psiconeuroimunologista americano Chris Fagundes.


Solidão: pesa no sistema imunológico | Foto: cc0 Sasha Freemind/Unsplash

O que stress, solidão e falta de sono têm em comum? Os três enfraquecem o sistema imunológico das pessoas e fazem que elas se tornem mais susceptíveis à Covid-19.


A afirmação é do psiconeuroimunologista Chris Fagundes, da Universidade Rice, de Houston, que estuda a ligação entre a saúde mental e o sistema imunológico, num comunicado da universidade.


Além de favorecer a probabilidade de contrair o novo coronavírus, o stress, a solidão e a falta de sono aumentam a produção de citocinas pró-inflamatórias, segundo Fagundes. Essa produção elevada, afirma, pode gerar sintomas de infecções respiratórias.


Fagundes lembra que estudos prévios indicaram que pessoas saudáveis, não imunodeprimidas, que passam menos tempo junto de outras pessoas e são expostas aos vírus do resfriado e de infeçções respiratórias superiores têm maior probabilidade de ficar doentes e ter sintomas piores do que as pessoas que saem de casa e socializam.


Ele acredita que esse efeito também deve se repetir com a Covid-10. E o que Fagundes aconselha para quem está fazendo distanciamento social ou quarentena, para contornar isso? Manter a comunicação com outras pessoas, particularmente através de videochamadas.


"Há alguma evidência de que é melhor fazer videochamadas do que ligações normais para diminuir a sensação de isolamento", afirmou. "Existe algo sobre bater um papo com as pessoas e tê-las visualmente com você que parece funcionar mais como uma barreira contra a solidão."


Fagundes também sugere que as pessoas mantenham uma rotina em épocas estressantes, porque isso ajuda a regular o sono e a focar em metas e planos imediatos, em vez de pensar demais no que preocupa.


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