• Sandra Carvalho

Suicídio, mais fatal do que guerras

Só acidentes de trânsito matam mais jovens do que o suicídio.


Cemitério: risco maior para quem já tentou se matar antes | Foto: cc0 Moira Dillon/Unsplash

Aproximadamente 800 mil pessoas se matam todos os anos, segundo as estatísticas da Organização Mundial da Saúde (OMS).


O suicídio mata mais que as guerras, câncer no seio ou malária. Entre os jovens entre 15 e 29 aos, é a segunda causa de morte. Só fica atrás dos acidentes de trânsito.


É uma tragédia de grandes números nos países de renda baixa e média, onde 79% dessas mortes acontecem.


Mas é uma tragédia também nos países ricos, onde a taxa de suicídios é maior que a média mundial.


Se a média global é a de 10,5 suicídios a cada 100 mil pessoas, nos países ricos é superior: 11,5. Nesses países, os homens se matam três vezes mais que as mulheres.


Nos países mais pobres, não existe uma diferença tão grande entre os sexos no grupo das vítimas do suicídio.


Os métodos mais usados são chocantes: pesticidas, enforcamento e armas de fogo.


As causas de suicídio são, evidentemente, muito mais variadas. A OMS aponta correlação entre suicídios e problemas mentais como depressão e abuso de álcool, crises causadas por problemas financeiros, rompimento de relacionamentos, dor constante e doenças crônicas.


Na avaliação dos especialistas da OMS também pesam conflitos, desastres, violência de vários tipos, perda e sensação de isolamento.



Segundo os dados OMS, as taxas de suicídio são particularmente altas entre grupos mais vulneráveis e discriminados, como refugiados, imigrantes, índios, LGBTI, presos...


Nas estatísticas da OMS, referentes a 2016, o Brasil tem uma taxa de suicídios de 9,7 para cada 100 mil habitantes, abaixo da média mundial de 10,5.


Bem abaixo dos nossos vizinhos Uruguai (26,8) , Bolívia (16,9) Argentina (15,0) e Paraguai (12,3).


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