• Sandra Carvalho

Tá duro contar botos na Amazônia? Os drones ajudam

A ideia é fazer um censo dos botos, sobre os quais há poucas informações.


Drones do censo dos botos em ação | Imagem: reprodução WWF-Brasil/Instituto Mamiraá/Conservation Drones

Monitorar boto na Amazônia não é para qualquer um. São jornadas de 12 horas de trabalho por dia, no calorão úmido da região, em barcos que andam a 10 quilômetros por hora. Agora os drones estão dando uma mão nessa tarefa.


De um lado, estão observadores humanos bem treinados para achar os botos, sentados nas proas e nas popas dos barcos. De outro, os drones, que fazem vídeos dos botos que detectam, acompanhando os barcos.


A ideia é refinar a contagem desses animais, que estão na Lista Vermelha da União Internacional para Conservação da Natureza (IUCN) como desprovidos de informações suficientes.


O censo dos botos com a ajuda dos drones faz parte do projeto Ecodrones Brasil. Juntou a WWF - Brasil e a o Instituto Mamirauá, um braço de pesquisa do Ministério da Ciência e Tecnologia.


O primeiro resultado já apareceu: numa expedição de 400 quilômetros no rio Juruá, perto da cidade de Tefé, no Amazonas, 791 animais das espécies boto vermelho (Inia geoffrensis) e e tucuxi (Sotalia fluviatilis) foram identificados em oito dias.


Uma websérie com cinco episódios mostrou essa primeira expedição de perto, inclusive seus aprendizados. Os pesquisadores já estão pensando em usar drones mais sofisticados, talvez com câmeras de melhor resolução e de maior alcance.


O objetivo é chegar a um algoritmo de contagem automatizada dos botos, um método mais rápido e mais barato de monitorar os animais do que o dos observadores de carne e osso.

Veja o último vídeo da websérie.