Tênis sustentáveis, um alívio para o planeta

Assim caminha a humanidade: com muito plástico nos pés. Até agora...


Tênis Nike: tinturas à base de plantas e couro reciclado | Imagem: Nike

Os tênis parecem ser os sapatos favoritos da nossa era. Só a Nike, a maior marca, vende aproximadamente 25 pares a cada segundo. Isso tem custado caro ao planeta.


Cada par de tênis despeja na atmosfera 6,1 quilos de dióxido de carbono (C02), o mesmo que uma lâmpada de 100 watts ligada ininterruptamente por uma semana.


Nada mais natural, então, que alguns fabricantes tentem reduzir essa pegada ecológica, trabalhando com mais materiais biodegradáveis, ou, pelo menos, plásticos reciclados. É a tendência dos tênis sustentáveis.


A companhia alemã Adidas começou já em 2015 a fazer linhas de tênis com a parte superior inteiramente composta por resíduos de plástico de oceanos, e, em 2019, a fabricar um modelo de corrida 100% reciclável.


A Reebok, que é da Adidas, lançou o tênis unissex Cotton & Corn, trocando o petróleo por algodão e milho. O tênis tem a parte superior 100% em algodão e sola feita de milho, com tecnologia da DuPont à base de plantas.


Outros exemplos:


A Nike já tem tênis feitos com tinturas baseadas em plantas, como o Air Max 95, e outros produzidos com 50% de fibras naturais de couro recicladas.


A marca francesa Veja compra algodão de fazendas orgânicas no Brasil e já experimentou até o uso de pele de tilápia em seus tênis.


A americana Everlane lançou em abril deste ano a linha Tread, com muito couro e borracha e 9,5% de garrafas de água recicladas.


A canadense Native Shoes colocou nas lojas um tênis com 100% de matérias-primas vegetais, incluindo casca de abacaxi e cânhamo.


A brasileira Arezzo já começou suas tentativas na área com o modelo ZZBio. Não vai tão longe como as outras marcas, mas assegura que o tênis se decompõe em até 3 anos se for para aterros sanitários.


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