• Sandra Carvalho

Tesouro da Nova Caledônia: corais de águas profundas

Esses corais crescem sem a luz do sol e vivem livres, quase sem formar colônias.


Corais da Nova Caledônia
Os corais da Nova Caledônia: diversidade | Fotos: Paul Blanchard/Unesco

A Nova Caledônia é um arquipélago da Oceania, com aproximadamente 300 mil habitantes, brindada com um tesouro da natureza: os corais de águas profundas.


Um novo livro, publicado pelo Museu Nacional de História Natural de Paris, mostra que ali está a maior diversidade de corais típicos de águas profundas do mundo.


No livro, escrito pelo pesquisador brasileiro Marcelo Kitahara, da #Unifesp, e pelo americano Stephen Cairns, do instituto #Smithsonian, são identificadas 47 novas espécies de coral. No total, a região conta com 267 espécies.


Coral de Nova Caledônia
Braço mecânico coleta amostra de coral de água profunda no arquipélago | Foto: Museu de História Natural de Paris

O trabalho se baseia em 37 expedições científicas do #MNHN à Nova Caledônia. O arquipélago é um território ultramarino francês desde o século 19.


Os pesquisadores explicam a enorme variedade local dos corais devido à grande diversidade do fundo do mar da região, aliada a correntes marítimas com muitos nutrientes.


Os corais de águas profundas são rotulados de azooxantelados, porque não vivem em simbiose com algas, ao contrário dos corais próximos da superfície, os zooxantelados.


Vivendo entre 200 e 1.500 metros de profundidade, não contam com a luz do sol. Eles se alimentam de nutrientes orgânicos e inorgânicos. A maioria (76%) vive solta, sem formar colônias, como os corais de águas mais rasas.


Por serem excepcionais, os corais da Nova Caledônia são considerados pela #Unesco um patrimônio natural da humanidade. Este vídeo da Unesco dá uma boa ideia do lugar:



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