• Sandra Carvalho

Trabalho infantil, crime que trava o futuro

Sem estudar, ou exaustas na escola, crianças não conseguem escapar da pobreza.


Crianças trabalhando em Morona, Equador, nos anos 90 | Foto: cc2 Maurizio Costanzo/Wikimedia Commons

O trabalho infantil faz vítimas no mundo inteiro. São 64 milhões de meninas e 88 milhões de garotos que trabalham para sobreviver. Quase metade em condições perigosas, que colocam em risco sua saúde e sua segurança.


Já foi pior: em 2000, havia 245 milhões de crianças em trabalho infantil, 16% de todas as crianças. Em 2016, o número havia caído para 151 milhões, cerca de 10%.


São crianças entre 5 e 17 anos de idade, e uma proporção enorme é muito nova, até 11 anos - quase metade. Os dados são da Organização Internacional do Trabalho (OIT).


O pior acontece na África, onde uma a cada 5 crianças é vítima do trabalho infantil.


O trabalho infantil costuma ser um divisor de águas entre meninos e meninas que têm um futuro promissor e os que estarão condenados à pobreza e às privações.


Em primeiro lugar, rouba a infância das crianças, e isso deixa marcas para sempre. Depois, impede que elas frequentem a escola ou faz que assistam às aulas em estado de exaustão, em que elas pouco podem aprender.


Perpetua-se, assim, a situação de pobreza que já tinha levado seus pais a fazer os filhos trabalhar, em vez de estudar para ter uma vida melhor.


No Brasil, uma pesquisa do IBGE de 2016 registrou 1,8 milhão de crianças e adolescentes trabalhando ilegalmente.


Pela legislação brasileira, o trabalho até os 14 anos é proibido, sem exceção. A partir dos 14, pode-se trabalhar como aprendiz, num programa que prevê que os adolescentes continuem estudando.


Trabalho regular só a partir dos 16 anos de idade. Mesmo assim, não pode ser noturno, perigoso ou insalubre.


#Brasil #Crianças #Leis #OIT #Trabalho #TrabalhoInfantil