• Sandra Carvalho

Primeiro, transplante de útero. Segundo, um bebê saudável

Os suecos fazem transplantes de útero de doadoras vivas com sucesso.


Cirurgiões da Universidade de Gotemburgo | Foto: reprodução Academia Sahlgrenska/YouTube

A Academia Sahlgrenska, da Universidade de Gotemburgo (GU), está ficando famosa pelos transplantes de útero de doadoras vivas. Oito crianças já nasceram nesses úteros transplantados.


É o resultado de uma pesquisa de 18 anos, que começou a ganhar corpo quando o primeiro transplante de úteros em ratos foi feito. A cirurgia foi um sucesso, e se repetiu dali para frente em animais cada vez mais maiores.


Os transplantes são uma opção para mulheres que querem engravidar, mas têm problemas de infertilidade uterina. Frequentemente, em consequência de tratamentos contra câncer.


Dez transplantes humanos foram feitos na Academia Sahlgrenska até agora. Em 2014, nasceu a primeira criança de um útero transplantado. Nesses últimos três anos, sete outros bebês se seguiram.


O processo funciona assim: um ano após o transplante, quando os problemas de rejeição já estão afastados, óvulos fertilizados são recolocados no útero.


Num balanço dos transplantes, a Universidade de Gotemburgo afirmou que as atenções atuais estão voltadas para a realização dessas operações com assistência de robôs.


No total, estima-se que cerca de vinte transplantes de útero foram feitos no mundo. É algo tão recente que a Sociedade Internacional pelo Transplante de Útero (ISUTx, na sigla em inglês), está fazendo seu primeiro congresso apenas agora.


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