• Sandra Carvalho

Um inventor, um submarino, um naufrágio, uma morte. Um crime?

Peter Madsen, inventor dinamarquês, é suspeito de matar uma jornalista sueca.


Peter Madsen, de roupa preta, com Kristian von Bengston | Foto: cc0 Necessary Evil/Wikimedia Commons

A jornalista sueca Kim Wall, 30 anos, foi vista pela última vez com vida ao entrar no submarino do inventor dinamarquês Peter Madsen, 46 anos, no dia 10 de agosto, na ilha de Refshaleøen, perto de Copenhague.


Hoje a jornalista é dada como morta pela polícia, mas seu corpo ainda não foi encontrado. Madsen está na cadeia, acusado de homicídio involuntário.


Kim Wall estava fazendo uma reportagem sobre Madsen e seu submarino, o UC3 Nautilus, construído à base de crowdfunding, para a Wired, segundo o Guardian.


De acordo com informações de hoje cedo da polícia em Copenhague, Madsen disse que Kim morreu num acidente dentro do submarino e que ele enterrou seu corpo no mar, na baía de Køge.


Segundo a narrativa de Madsen, o submarino afundou depois disso, por problemas técnicos.

A embarcação já foi recuperada, e o corpo de Kim não estava lá dentro. Os peritos concluíram que o submarino foi afundado de propósito por Madsen.


Inicialmente, Madsen havia declarado que ele havia trazido Kim de volta à terra, no mesmo dia 10 de agosto, à noite.


O Nautilus foi construído em 2008, por Madsen e voluntários.


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