• Sandra Carvalho

Um novo microssapinho goiano leva o nome de Cora Coralina

Minúsculo, ele foi identificado em Palmeira de Goiás por pesquisadores brasileiros.


P. coracoralinae: microssapinho do Cerrado | Foto: Felipe Andrade

A América do Sul é pródiga em microssapinhos - há na região 25 espécies do gênero Pseudopaludicola, tão pequenas quanto um microchip de celular. Uma delas acaba de ser batizada de Cora Coralina, em homenagem à poeta goiana.


O microssapinho foi identificado em Palmeira de Goiás, no Cerrado, por pesquisadores da Unicamp, da Unesp e da Universidade Federal de Uberlância (UFU). Agora ele atende pelo nome de Pseudopaludicola coracoralinae.


Várias novas espécies de anfíbios têm sido registradas no Cerrado nos últimos anos. Boa parte delas, espécies crípticas, com diferenças entre si difíceis de perceber a olho nu, mas pronunciadas a nível molecular.


O novo microssapinho era considerado um exemplar da espécie Pseudopaludicola facureae, porque seus dados morfológicos externos, sua aparência, coincidiam. Mas a análise genética mostrou um DNA diferente.


Os pesquisadores combinaram essa análise genética com estudo acústico detalhado do canto dos animais. Bingo! Tinha-se uma nova espécie.


A ideia de dar o nome de Cora Coralina ao microssapinho foi do biólogo Felipe Andrade, da Unicamp, o primeiro autor do estudo sobre o animal, publicado no European Journal of Taxonomy.


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