• Sandra Carvalho

Um segundo de atenção para sapos, pererecas e rãs da Mata Atlântica

Eles estão fora das áreas de proteção, entregues à própria sorte.


Sapo-pingo-de-ouro: fora da área de proteção | Foto: cc Renato Augusto Martins

O alerta vem da Universidade de Barcelona (UB) : 90% da biodiversidade dos anfíbios da Mata Atlântica está fora das áreas de proteção.


Isso significa que o sapo pingo-de-ouro, a perereca-da-mata, a rã-marron e mais de 500 espécies de anfíbios da região, 90% das quais endêmicas, estão por aí por conta própria.


O estudo foi publicado no final de junho no jornal Science Advances. Embora da Universidade de Barcelona, envolve profissionais brasileiros.


A pesquisa chama a atenção para o fato de que a perda de habitat é a ameaça principal à sobrevivência das espécies, e explora como priorizar áreas de proteção.


Para os cientistas, a Mata Atlântica é a área de diversidade mais ameaçada do planeta. A área original tinha 1,5 milhão de quilômetros quadrados. Restam 12,9% disso no Brasil, Paraguai e Argentina.


Segundo o estudo, hoje ainda se perde 0,15% da mata por ano. Perigo para o principal bioma da diversidade de anfíbios no Brasil, com 543 espécies catalogadas (metade de todas as espécies de anfíbios do país).


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