• Sandra Carvalho

Um superalimento em xeque: óleo de canola (as suspeitas são graves)

Ao contrário do azeite, o óleo de canola pode fazer a memória piorar, em vez de melhorar.


Campo de canola | Foto: cc0/Pixabay

A reputação do óleo de canola, até agora considerado bom para saúde, já não é mais aquela. Cientistas da Universidade Temple, de Filadélfia, na Pensilvânia, levantaram suspeitas de que ele pode prejudicar o cérebro.

Domenico Praticò, diretor do Centro de Alzheimer da Escola de Medicina Lewis Katz da Universidade Temple, associou o consumo do óleo de canola a uma piora da memória, da capacidade de aprendizado e a ganho de peso em experiências com ratos desenhadas para simular a doença de Alzheimer.

Junto com Elisabetta Lauretti, doutoranda da universidade, ele estudou a formação das placas amiloides e dos emaranhados neurofibrilares, que contribuem para a degeneração e a perda da memória na doença de Alzheimer.

Ambos tinham feito o mesmo estudo anteriormente com o azeite de oliva. Observaram que ratos com uma dieta rica em azeite de oliva extra-virgem tinham as placas amiloides reduzidas e melhor memória.

Experiência com ratos


Praticò e Elisabetta queriam checar se o óleo de canola tinha os mesmos efeitos positivos. O que eles notaram foi muito diferente. Ratos alimentados com duas colheres de óleo de canola por dia engordaram mais do que outros com dietas normais, para começar.


O estudo foi publicado no dia 7 deste mês no jornal Scientific Reports.

Ratos que consumiram óleo de canola por seis meses sofreram prejuízo significativo em sua memória funcional. Ao examinar o tecido do cérebro desses ratos, os cientistas notaram também que as placas amiloides haviam aumentado.

Junto com isso, eles viram que havia uma diminuição de contatos entre os neurônios do cérebro - uma indicação de prejuízo extensivo da sinapse, que tem um papel importante na formação e na retenção da memória.

"Com base nas evidência desse estudo, o óleo de canola não deve ser considerado equivalente aos óleos com benefícios a saúde comprovados", disse Praticò, num comunicado da Universidade Temple.

Ele ainda foi mais longe. "Há chance de que o consumo de óleo de canola possa afetar o despertar e o curso de doenças neurodegenerativas ou outras formas de demência", afirmou.


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