• Sandra Carvalho

Uma bateria ativada por cuspe, para condições difíceis

Uma gota de saliva já serve para gerar energia, dizem cientistas.


Choi: a ideia é garantir energia para exames médicos rápidos em países pobres | Foto: SUNYBinghamton

O professor Seokheun Choi, da Universidade Estadual de Nova York (SUNY) em Binghamton, é um veterano pesquisador de baterias alternativas. Agora ele inventou uma bateria ativada por saliva.


Choi pesquisa trabalha há cinco anos em micro geração de energia para aparelhos de diagnóstico rápido fora de laboratórios, nos locais onde as pessoas estão. Geralmente são diagnósticos baseados em biossensores, que usam pouca energia.


O objetivo é garantir energia para exames médicos em países em desenvolvimento onde baterias comerciais são consideradas muito caras ou poderosas demais para aplicações muito simples.


A mais nova criação de Choi e seu assistente de pesquisas Maedeh Mohammadifar é uma biobateria descartável baseada em papel, movida a bactéria, com células de combustível microbianas.


Essas células de combustível microbianas são feitas de células exolectrogênicas desidratadas por congelação ou liofilizadas que são ativadas por saliva e geram energia dentro de minutos.


Segundo Choi, basta uma gota de saliva para gerar a energia. Ele e Mohammadifar escreveram um paper sobre a nova bateria, publicado dia 20 de julho no jornal Advanced Materials Technologies.


"Atualmente, a densidade de energia de nossa bateria é de poucos microwatts por centímetro quadrado", observou Choi, num comunicado da SUNY em Binghamton.


"É preciso mais desenvolvimento para atender a outras aplicações eletrônicas que demandam centenas de milliwatts de energia", considerou.


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