• Sandra Carvalho

Útero artificial: primeiro fetos de cordeiros. Depois, bebês

A vida de bebês extremamente prematuros poderá ser salva com essa técnica no futuro.



Os cientistas do Hospital Infantil da Filadélfia criaram um útero artificial e mantiveram fetos de cordeiros saudáveis se desenvolvendo ali dentro por quatro semanas.


A experiência é o primeiro passo para poder salvar bebês extremamente prematuros fora do corpo da mãe. Nos países ricos, essa é a principal causa de morte neonatal.


Hoje é até possível que bebês com 22 ou 23 semanas de vida sobrevivam, mas com altas taxas de doenças crônicas do pulmão e outras complicações causadas pela imaturidade dos órgãos.


Nos testes feitos com cordeiros, os cientistas usaram fetos entre 105 e 120 dias de gestação, comparáveis a um feto humano de 23 semanas. O cérebro e os órgãos dos cordeiros se desenvolveram aparentemente sem problemas.


Os resultados da experiência foram publicados online pelo jornal Nature Communications. O estudo foi conduzido por Emily Patridge e outros 17 profissionais.