• Sandra Carvalho

Vício em videogame existe de verdade?

Existe para uma minoria, dizem pesquisadores americanos.


Gamers em Detroit | Foto: cc0 Stem List/Unsplash

Cientistas da universidade americana Brigham Young (BYU), de Utah, passaram seis anos estudando os hábitos dos gamers e concluíram que 90% deles jamais se viciam nos jogos.


O problema, dizem, é que 10% ficam obecados com videogame, com níveis nada saudáveis de depressão, ansiedade, agressão e ainda outro vício: o de celulares. São gamers que jogam de uma forma patológica.


Os pesquisadores da BYU definem patologia em videogame como tempo excessivo gasto em jogos, dificuldade para se desengajar dos games e problemas de saúde ligados a esse comportamento.


Os cientistas estudaram 385 adolescentes que estavam entrando na idade adulta. Durante seis anos, eles preencheram questionários anuais que mediam de depressão e ansiedade a stress financeiro e comportamento pró-social.


Os dois principais preditores de vício entre os gamers, segundo a pesquisa: ser homem e ter baixos níveis de comportamento pró-social.


Ao longo dos seis anos do estudo, 72% dos gamers nunca demonstraram tendência a vício. Outros 18% revelaram sintomas moderados, mas só 10% evoluíram para uma forma patológica de jogar.


Ainda assim, a obsessão com videogame não foi um desastre total. Mesmo os jovens viciados em game revelaram na pesquisa ter uma situação financeira tão estável quanto os não viciados aos vinte e poucos anos.


O estudo foi publicado no jornal Developmental Psychology.


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