• Sandra Carvalho

Anvisa suspende vacina da AstraZeneca para grávidas

É a primeira restrição brasileira à vacina, que já tem aprovação definitiva.


Coronavírus
Representação de vetor de adenovírus de vacina da AstraZeneca/Oxford | Foto: AstraZeneca

No Brasil, há duas vacinas contra Covid-19 com registro definitivo na Anvisa, a da Pfizer/BioNTech e a da AstraZeneca/Oxford, e duas com autorização para uso emergencial: a CoronaVac e a vacina da Johnson & Johnson.


A indicação da vacina da AstraZeneca/Oxford já não é absoluta, porque ontem, 10/5, a Anvisa suspendeu seu uso em grávidas. A bula da vacina já prevê o uso em grávidas apenas com recomendação médica.


É provável que a restrição esteja ligada à morte de uma gestante no Rio de Janeiro que tinha recebido a vacina da AstraZeneca/Oxford.


A Sputnik V, feita pelo instituto russo Gamaleya e vendida agressivamente ao redor do mundo pelo fundo de investimentos soberano do país, o RDIF, tem tentado a aprovação da Anvisa, mas fracassado.


O uso das vacinas contra Covid já está autorizado formalmente ou tacitamente em mais de 170 países, agora que as campanhas de imunização em massa ganharam corpo no mundo inteiro, com mais de 1,3 bilhão de doses de vacinas aplicadas.


Já há 14 diferentes vacinas em uso, e outras 25 quase prontas para sair do forno, na fase 3 dos estudos clínicos. Mas, até o momento, as grandes agências reguladoras, que servem de referência para o mundo todo, só deram suas bênçãos a cinco vacinas.


As aprovações mais abrangentes são as da Organização Mundial da Saúde, a OMS, que sinalizam para o mundo todo que uma vacina é segura e eficiente e são um endosso definitivo para os países sem condições de avaliar imunizantes por conta própria.


Até agora, a OMS deu sinal verde para as vacinas da AstraZeneca/Oxford, Johnson & Johnson, Pfizer/BioNTech, Moderna e Sinopharm.


Com a aprovação da OMS, as vacinas podem ser utilizadas pela iniciativa Covax, que prevê garantir acesso às vacinas a todo o globo, com atenção especial aos países mais pobres.


As autorizações da EMA, a agência de medicamentos europeia, também têm grande relevância. Aplicam-se aos 27 países da União Europeia e também à Noruega, Islândia e Liechtenstein.


As quatro vacinas avalizadas pela EMA já foram chanceladas também pela OMS: AstraZeneca/Oxford, Johnson & Johnson, Moderna e Pfizer/BioNTech.


A aprovação da AstraZeneca/Oxford não é seguida ao pé da letra em todos os países da UE: vários restringem a aplicação a pessoas de mais idade, devido à possível ligação a raros problemas de coágulos sanguíneos e trombose, às vezes fatais. A Dinamarca dispensou inteiramente a vacina, e a Noruega tende a ir pelo mesmo caminho.


A FDA, agência americana que regula alimentos e medicamentos, também é um parâmetro importante, influente em todo o globo. Até agora, aprovou três vacinas: Johnson & Johnson, Moderna e Pfizer/BioNTech.


A agência reguladora britânica, a MHRA, mais ousada que todas essas outras, também tem peso. Até o momento, aprovou três vacinas: AstraZeneca/Oxford, Moderna e Pfizer/BioNTech.


Foi a primeira agência do mundo a referendar a vacina da Pfizer/BioNTech, até agora o benchmark global contra o novo coronavírus, com sua taxa de eficácia de 95% nos ensaios clínicos.


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