• Sandra Carvalho

Velha Europa, velhos fantasmas: o avanço da extrema direita

O populismo e o nacionalismo avançam de mãos dadas pelo voto, da Polônia à Espanha.


Vox, a extrema direita da Espanha: 15,1% dos votos este ano | Foto: Carabo Spain/Pixabay

A 2ª Guerra Mundial imunizou os europeus por várias décadas contra a extrema direita. Mas a vacina venceu, e os partidos ultradireitistas estão ganhando bastante espaço no continente.


A Polônia é a maior estrela da onda de direita radical no momento. Lá, a extrema direita está no poder com o partido Lei e Justiça, o PiS.


O partido abriu mão de uma atuação política mais convencional e aderiu escancaradamente ao populismo nos últimos anos.


Interferiu no sistema judiciário, grudou na Igreja Católica e apegou-se a bandeiras anti-LGBT. Mais: ainda prometeu um estado de bem-estar social que calou fundo com a população mais pobre do país.


Na Espanha, a extrema direita europeia cravou sua vitória mais recente, se tornando a terceira força do parlamento com suas bandeiras contra o islamismo, a autonomia da Catalunha e o euro.


Entre os alemães, para quem a memória do nazismo ainda é particularmente forte, a Alternativa pela Alemanha (AfD), chegou a 12,6% nas últimas eleições.


Veja os votos que as ideias extremistas têm conseguido entre os europeus, com os dados do site alemão Statista:



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