• Sandra Carvalho

Viciado em fast food? Uma nova droga pode salvar seu fígado

Pelo menos em ratos, a URMC-099 funciona muito bem.


 Hambúrguer: nova droga pode salvar dos excessos de junk food   | Foto: cc0 Amirali Mirhashemian/Unsplash

Há esperança para quem se entope de cheesebúrgueres e batatas fritas a ponto de comprometer o fígado.


Uma nova droga, chamada de URMC-099, foi desenvolvida por cientistas do Centro Médico da Universidade de Rochester (UofR), no estado de Nova York. Pelo menos em ratos, ela funciona muito bem.


A pesquisa sobre a droga foi publicada ontem no jornal científico JCI Insight.


Os ratos foram alimentados por seis semanas com uma dieta de muita gordura, açúcar e colesterol, replicando as característica de comida fast food ocidental (mais hambúrguer e milk-shake que frango chinês).


É uma dieta que leva à obesidade e frequentemente ao acúmulo de gordura no fígado, dando origem à doença gordurosa não-alcoólica do fígado.


Os casos extremos chegam à esteatose hepática, com inflamação e danos às células do fígado - o que pode levar a cicatrizes no órgão, cirrose e câncer, de acordo com o estudo.


O único tratamento possível atualmente é a perda de peso, de acordo com os médicos envolvidos no estudo.


Depois dos ratos, humanos


Normalmente, muita fast food detona inflamações no fígado. O corpo reage acionando o sistema imunológico e enviando células de defesa para combater as inflamações.


Mas nesse processo a resposta imunológica pode ficar fora de controle, e criar ainda mais inflamação.


O que a droga URMC-099 faz é reverter a resposta imunológica a níveis normais.


"A URMC-099 parece quebrar o ciclo vicioso de inflamação persistente restaurando o equilíbrio entre as células imunológicas e as células do fígado", diz o médico Harris Gelbard, em um comunicado da Universidade de Rochester. Foi em seu laboratório que a droga foi desenvolvida.


"A capacidade da URMC-099 de baixar o volume da resposta imunológica permite que o fígado recupere suas funções normais", observa.


O próximo passo da pesquisa é testar a droga em humanos. Aí, sim, se saberá com certeza que ela funciona contra as complicações humanas da gordura no fígado.


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