• Sandra Carvalho

Vida de gamer profissional tem um preço (e é alto)

Visão turva, dor nas costas, pescoço e punho, depressão e ansiedade são comuns entre os gamers.


Gamer: atletas profissionais fazem 500 a 600 movimentos por minuto | Foto: cc0 Florian Olivo

Apesar de viver sentados, os gamers profissionais podem se machucar como os atletas de outros esportes. Os riscos podem ser diferentes, mas nem por isso menos sérios.


É o que mostra um estudo de pesquisadores americanos especializados em Medicina esportiva, publicado no Journal of the American Osteopathic Association.


"Parece impossível se machucar jogando sentado", diz Hallie Zwibel, do Instituto de Tecnologia de Nova York (NYIT), um dos autores do estudo. "A verdade é que eles sofrem lesões de uso excessivo como quaisquer outros atletas, além das consequências da natureza sedentária do esporte."


Para começo de conversa, gamers profissionais podem ficar com a visão turva por excesso de tempo de tela, sofrer de dor no pescoço e nas costas por má postura, acabar com o metabolismo desregulado por exageros com cafeína e açúcar e por permanecer grudados a uma cadeira por horas demais.


Mais: se desenvolverem o distúrbio de games, a obsessão por jogos, doença que a Organização Mundial de Saúde (OMS) define como um problema de saúde mental, terão de enfrentar depressão e ansiedade, os seus sintomas mais comuns.


Outra marca possível desse distúrbio : a alexitimia, a dificuldade de sentir ou expressar emoções e sentimentos.


Do ponto de vista físico, os gamers profissionais são candidatos especiais à síndrome do túnel do carpo por lesões de esforço repetitivo. O que pode começar com um leve formigamento pode acabar com a lesão permanente do nervo mediano e atrofia da mão.


Um gamer iniciante, segundo o estudo, faz cerca de 50 movimentos por minuto. O profissional chega a algo entre 500 e 600 movimentos por minuto, o que requer um esforço extraordinário durante horas seguidas.


Pesquisas anteriores do próprio Zwibel indicaram que 56% dos gamers sofrem de fadiga ocular, 42% sentem dor no pescoço e nas costas, 35% apontam dores no pulso e 32% nas mãos.


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