• Sandra Carvalho

Viu a máscara reutilizável que o MIT criou?

Não é o tipo de máscara que se usa na rua, mas aparência é o de menos numa pandemia.


Protótipo da máscara em manequim: reutilizável, mas com filtro de uso único | Foto: cc MIT

O Massachusetts Institute of Technology, o MIT, de Cambridge, entrou na corrida para fazer uma das armas mais eficazes no combate ao novo coronavírus: uma máscara.


A máscara do MIT é reutilizável, feita quase toda de borracha de silicone. Vai na cola do formato das disputadas máscaras N95 da 3M, e inclusive usa um ou dois filtros delas.


Os filtros devem ser jogados fora após cada uso, mas a máscara não. Basta esterilizar em água sanitária e álcool isopropílico.


Os pesquisadores também testaram e viram que o silicone da máscara sobrevive bem depois de passar por autoclave (esterilizador da vapor) e resiste até a forno - como as assadeiras comuns de cozinha feitas de silicone.


A máscara foi desenvolvida junto com pesquisadores do Brigham and Women's Hospital (BWH), da Faculdade de Medicina de Harvard, e testada por 20 profissionais do hospital em Boston. Eles disseram se sentir confortáveis com ela.


Segundo os próprios criadores, a máscara barra partículas virais com o mesmo nível de eficiência das N95.


O primeiro protótipo da máscara está pronto e um segundo está em desenvolvimento, para que se torne mais confortável e durável.


"Nós sabemos que a Covid-19 não vai embora a menos que uma vacina exista e seja aplicada na maioria das pessoas" comentou James Byrne, oncologista de radiação no BWH e um dos autores principais da pesquisa da máscara. "Haverá sempre necessidade de máscaras seja nos ambientes de saúde ou para o público em geral."


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